Passos de fé e pontes de paz: sacerdotes brasileiros realizam peregrinação espiritual na Terra Santa

Grupos de padre peregrinos do Pontifício Colégio Pio Brasileiro - Roma


JERUSALÉM – Em um gesto que une espiritualidade profunda e solidariedade diplomática, um grupo de sacerdotes brasileiros residentes em Roma trocou as salas de aula das universidades pontifícias pelas estradas da Terra Santa no início deste mês de janeiro. A iniciativa, promovida pela diretoria do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, levou 48 padres para uma experiência definida não como turismo, mas como um “verdadeiro retiro” no lugar onde a história da salvação se fez carne.

Mais que turistas: peregrinos em busca de sentido
Para o grupo, composto por estudantes de diversas áreas como História da Igreja e Filosofia, a viagem teve um propósito claro: renovar o ministério sacerdotal. O reitor do Colégio, Mons. Valdir Cândido de Morais, destacou que a logística intensa da região – com visitas que se estendem do amanhecer ao anoitecer – é necessária para abraçar a riqueza do território.

“É uma graça voltarmos para Roma com essa convicção registrada na nossa mente e no nosso coração sacerdotal”, afirmou o Monsenhor, ressaltando o compromisso da instituição em oferecer momentos de vida comum e espiritualidade que auxiliem os padres durante o período de estudos na Europa.

Um olhar diferente sobre os lugares santos
A condução espiritual da peregrinação, liderada por Dom Bruno, propôs um desafio aos participantes: olhar para cada local sagrado com a profundidade de quem busca respostas existenciais.

O Pe. Isaias da Silva, estudante de História da Igreja na Universidade Gregoriana, enfatizou a diferença na abordagem: “Percorremos os lugares santos com um olhar diferente. A proposta era sair daqui sabendo quem é esse Jesus para nós”, explicou.

O mistério do sepulcro vazio
Um dos momentos mais marcantes da jornada ocorreu na Basílica do Santo Sepulcro. O Pe. Robson Caramano, mestrando em Filosofia, compartilhou a emoção de celebrar a missa diante da pedra que outrora fechava o túmulo de Cristo.

“O nosso ministério é uma joia preciosa, mas traz uma responsabilidade muito grande. Saber que Ele não está mais lá, porque caminha ao nosso lado, nos traz muita paz”, relatou o sacerdote. Ele ainda fez um apelo aos fiéis: “A Terra Santa deve estar no calendário de sonhos de todos. Estar aqui é renovar a fé para testemunhar a alegria do Cristo ressuscitado”.

Pontes de solidariedade
Além do aspecto religioso, a peregrinação, apoiada pela Obra Romana de Peregrinações, carregou uma forte mensagem social. Em um período de tensões na região, a presença de sacerdotes, religiosos e jornalistas serviu para manifestar proximidade e solidariedade com os povos locais.

Peregrinar, conforme o espírito deste grupo, significou, acima de tudo: Construir pontes de paz entre corações e culturas; Manifestar apoio às comunidades que habitam os lugares santos; Fortalecer a identidade sacerdotal para um serviço mais autêntico no Brasil.

Com informações de https://cmc-terrasanta.com

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