JERUSALÉM – A Custódia da Terra Santa celebrou, na segunda-feira, 23 de março, a abertura oficial do Jubileu Franciscano. Num contexto marcado pela sobriedade e pelos desafios da guerra, a cerimónia decorreu na Igreja de São Salvador, em Jerusalém, reafirmando a presença cristã numa região profundamente ferida.
Devido às rigorosas normas de segurança, o programa original – que previa uma procissão solene do Monte das Oliveiras até ao Getsémani – foi reduzido. A impossibilidade de deslocação impediu também a presença física dos Ministros Gerais das Ordens Franciscanas vindos de Roma, mas a data foi mantida como um gesto de resiliência espiritual.
Mensagens de comunhão – Através de uma mensagem em vídeo, o Ministro Geral dos Frades Menores, Frei Massimo Fusarelli, expressou a sua proximidade aos frades que permanecem no terreno sem ceder à “lógica da violência”. Já o Custódio da Terra Santa, Frei Francesco Ielpo, sublinhou na sua mensagem que, embora o conflito tenha perturbado as atividades pastorais e educativas, este centenário dos 800 anos do trânsito de São Francisco é uma oportunidade para ler o presente com “os olhos da fé”.
Presenças Institucionais – A celebração contou com figuras de relevo da Igreja local, nomeadamente o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o novo Núncio Apostólico, Mons. Giorgio Lingua. Participaram ainda delegações dos Frades Capuchinhos e Conventuais, simbolizando a unidade da Família Franciscana.
Para os organizadores, a decisão de não adiar o Jubileu foi um convite a viver a espiritualidade nas condições concretas do presente. Frei Alberto Pari, responsável pelo relato, descreveu a celebração como um “anúncio silencioso do Evangelho” numa igreja sem fiéis, mas repleta de fé.
Fonte: Custodia da Terra Santa