Custódio da Terra Santa, frei Francesco Ielpo | foto: Custódia da Terra Santa
Em mensagem de esperança, o Custódio da Terra Santa convida fiéis a trocar o julgamento do mundo pela perspectiva de Deus em tempos de guerra
“Nesta terra, onde ainda hoje sentimos o peso da guerra, da violência, do medo e da incerteza, a ressurreição de Cristo não é uma palavra distante, mas um fato concreto que nos pede uma mudança de perspectiva: não nos deixarmos determinar pelo julgamento do mundo, mas aprender a ler a história com os olhos de Deus.”
Este é o cerne da mensagem pascal do Custódio da Terra Santa, padre frei Francesco Ielpo, divulgada nesta quarta-feira, 1º de abril. “Num tempo marcado por tantas feridas e sofrimentos”, escreveu Ielpo, “somos chamados a viver a ressurreição de Cristo não apenas como um evento do passado, mas como uma realidade que nos alcança hoje e traz consigo um novo julgamento sobre a nossa vida”.
A ressurreição inverte os critérios do mundo
Para o frei, há um profundo contraste entre os critérios humanos e os divinos: “Os homens rejeitaram, condenaram e eliminaram Jesus, mas Deus o reconheceu, o aprovou e o ressuscitou”. O padre Ielpo lembrou que São Pedro, nos Atos dos Apóstolos, ao anunciar Jesus à família do centurião Cornélio, afirma: “Mataram-no, crucificando-o, mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia”.
A Ressurreição inverte as prioridades mundanas. “O julgamento do mundo afirma que o importante é ser forte, poderoso e vitorioso; o julgamento de Deus revela que a verdadeira força reside na doação de si, na capacidade de amar até o fim e no sacrifício por um bem maior”, destacou o Custódio.
Na cruz, a vitória do amor incondicional
Enquanto o mundo enxerga a cruz como derrota, humilhação ou loucura, o olhar de Deus proclama que é precisamente ali que a verdadeira sabedoria se manifesta. Segundo o sacerdote, a ressurreição é a prova de que o amor que se doa incondicionalmente é o verdadeiro vencedor.
A Páscoa – tempo em que “a vida triunfa sobre a morte, a luz sobre as trevas e o amor sobre o ódio” – é um convite à coragem. Ielpo enfatiza que é preciso crer “que renunciar à violência não é fraqueza, que perdoar não é uma derrota e que a morte não é o fim”.
O frei concluiu sua mensagem desejando uma Páscoa de autêntica esperança, capaz de renovar os corações e sustentar a caminhada diária dos fiéis, especialmente daqueles que sofrem. “Cristo ressuscitou: esta é a nossa certeza, esta é a nossa paz”, finalizou.
Fonte: Vaticannews