Ao marcar dois anos do ataque de 7 de outubro, Frei Ibrahim Faltas, diretor das escolas da Custódia da Terra Santa, defende que a verdadeira paz só será construída com verdade, perdão e o combate a todas as formas de agressão, incluindo as palavras e as injustiças.
Dois anos após a ferida aberta em 7 de outubro de 2023, o frei franciscano Ibrahim Faltas publicou uma reflexão sobre os difíceis caminhos para a paz entre israelenses e palestinos. Para ele, o fim do conflito armado é apenas o primeiro passo. A verdadeira reconstrução exige um compromisso com a verdade e a coragem para reparar os erros cometidos contra inocentes.
“Onde houver ofensa, que eu leve o Perdão”
Inspirado pela oração de São Francisco — “Onde houver ofensa, que eu leve o Perdão” —, Faltas destaca que as armas que ferem não são apenas as que matam. “Também são armas as palavras, a falta de verdade, as injustiças e os direitos negados”, afirma.
Para o frade, quem realmente deseja construir a paz deve se dedicar a unir a humanidade. Isso significa trabalhar para garantir que todos tenham as mesmas oportunidades de crescimento e condições de vida justas, especialmente aqueles que foram privados desses direitos. A memória da dor não pode ser apagada, mas deve servir como impulso para curar as feridas invisíveis e evitar que o ciclo de ódio continue.
Concluindo com um apelo, Frei Ibrahim Faltas reforça que a estabilidade e a segurança para palestinos e israelenses dependem de raízes fortes, baseadas no respeito e em ajuda concreta. “Ouçamos mais uma vez São Francisco — e não desperdicemos o tempo da Verdade: a verdade que conduz à paz e não ofende a vida.”
“Ouçamos mais uma vez São Francisco — e não desperdicemos o tempo da Verdade: a verdade que conduz à paz e não ofende a vida.”