Comissariado Terra Santa https://comissariadoterrasanta.com.br/ Seja um amigo da Teraa Santa Wed, 01 Apr 2026 14:59:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://comissariadoterrasanta.com.br/wp-content/uploads/2024/04/cropped-logo-32x32.png Comissariado Terra Santa https://comissariadoterrasanta.com.br/ 32 32 Coleta da Sexta-feira Santa: Um gesto de amor e sobrevivência para os cristãos da Terra Santa https://comissariadoterrasanta.com.br/blog/coleta-da-sexta-feira-santa-um-gesto-de-amor-e-sobrevivencia-para-os-cristaos-da-terra-santa/ Wed, 01 Apr 2026 14:45:10 +0000 https://comissariadoterrasanta.com.br/?p=938 Neste dia 3 de abril, o Brasil une-se ao mundo em um sinal concreto de paz. Sua doação é o que mantém viva a chama do Evangelho onde tudo começou Enquanto o mundo volta os olhos para a Cruz nesta Sexta-feira Santa, a Igreja no Brasil é convidada a estender as mãos em um gesto […]

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Neste dia 3 de abril, o Brasil une-se ao mundo em um sinal concreto de paz. Sua doação é o que mantém viva a chama do Evangelho onde tudo começou

Enquanto o mundo volta os olhos para a Cruz nesta Sexta-feira Santa, a Igreja no Brasil é convidada a estender as mãos em um gesto de profunda comunhão eclesial. O Pe. Francesco Ielpo, Custódio da Terra Santa, faz um apelo que atravessa fronteiras e toca o coração de cada fiel: “Dê esperança, semeie a paz”.

Em um contexto marcado por conflitos que tentam silenciar a esperança — onde até mesmo o acesso aos lugares sagrados, como o Santo Sepulcro, enfrenta restrições severas — a sua doação torna-se o suporte vital para as “pedras vivas” da nossa fé: os cristãos que permanecem no Oriente Médio.

Por que a sua ajuda é fundamental agora?

A Coleta da Sexta-feira Santa, instituída por São Paulo VI em 1974, não é apenas uma tradição; é a principal fonte de manutenção para as missões na Terra Santa. No Brasil, os recursos são recolhidos nas paróquias e enviados através dos Comissariados da Terra Santa para garantir que a presença cristã não desapareça.

Onde a sua caridade se transforma em vida: Ao depositar sua oferta nesta Sexta-feira Santa, você ajuda a sustentar:

  • Educação: 15 escolas que atendem 12 mil alunos;
  • Moradia: Manutenção de 630 casas para famílias carentes;
  • Dignidade: 1.100 postos de trabalho para cristãos locais;
  • Cuidado: 5 casas de acolhimento para órfãos e doentes;
  • Preservação: O zelo por 55 santuários que guardam a nossa história.

Um convite ao coração do Brasil

“A proximidade de vocês é um sinal concreto de esperança e de paz”, afirma o Pe. Ielpo. Doar para a Terra Santa neste momento de guerra é dizer ao mundo que a caridade é mais forte que a violência. Os recursos beneficiam comunidades em Jerusalém, Palestina, Israel, Jordânia, Síria, Líbano e diversos outros países vizinhos que enfrentam crises humanitárias.

Como participar? A coleta acontece em todas as paróquias e comunidades do Brasil durante a Celebração da Paixão do Senhor, nesta sexta-feira. Caso não possa comparecer, procure o Comissariado da Terra Santa da sua região para saber como realizar sua doação de forma direta. Ou faça sua doação aqui:

Organização Religiosa Franciscana

CNPJ: 13.270.138/0001-52

Gerenciador Caixa Empresas

Agência: 0014

Conta: 00004961-2

Não se trata apenas de assistência emergencial, mas de educar para o futuro e garantir que as futuras gerações possam continuar encontrando uma Igreja viva no solo sagrado da Redenção.

Nesta Sexta-feira Santa, ao contemplar o Crucificado, lembre-se daqueles que carregam a cruz no solo de Jesus. Doe esperança. Semeie a paz.

Com informações de Vatican News / Custódia da Terra Santa.

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Páscoa na Terra Santa: “Renunciar à violência não é fraqueza, é vitória”, afirma Frei Ielpo https://comissariadoterrasanta.com.br/blog/pascoa-na-terra-santa-renunciar-a-violencia-nao-e-fraqueza-e-vitoria-afirma-frei-ielpo/ Wed, 01 Apr 2026 14:31:10 +0000 https://comissariadoterrasanta.com.br/?p=929 Custódio da Terra Santa, frei Francesco Ielpo | foto: Custódia da Terra Santa Em mensagem de esperança, o Custódio da Terra Santa convida fiéis a trocar o julgamento do mundo pela perspectiva de Deus em tempos de guerra “Nesta terra, onde ainda hoje sentimos o peso da guerra, da violência, do medo e da incerteza, […]

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Custódio da Terra Santa, frei Francesco Ielpo | foto: Custódia da Terra Santa

Em mensagem de esperança, o Custódio da Terra Santa convida fiéis a trocar o julgamento do mundo pela perspectiva de Deus em tempos de guerra

“Nesta terra, onde ainda hoje sentimos o peso da guerra, da violência, do medo e da incerteza, a ressurreição de Cristo não é uma palavra distante, mas um fato concreto que nos pede uma mudança de perspectiva: não nos deixarmos determinar pelo julgamento do mundo, mas aprender a ler a história com os olhos de Deus.”

Este é o cerne da mensagem pascal do Custódio da Terra Santa, padre frei Francesco Ielpo, divulgada nesta quarta-feira, 1º de abril. “Num tempo marcado por tantas feridas e sofrimentos”, escreveu Ielpo, “somos chamados a viver a ressurreição de Cristo não apenas como um evento do passado, mas como uma realidade que nos alcança hoje e traz consigo um novo julgamento sobre a nossa vida”.

A ressurreição inverte os critérios do mundo

Para o frei, há um profundo contraste entre os critérios humanos e os divinos: “Os homens rejeitaram, condenaram e eliminaram Jesus, mas Deus o reconheceu, o aprovou e o ressuscitou”. O padre Ielpo lembrou que São Pedro, nos Atos dos Apóstolos, ao anunciar Jesus à família do centurião Cornélio, afirma: “Mataram-no, crucificando-o, mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia”.

A Ressurreição inverte as prioridades mundanas. “O julgamento do mundo afirma que o importante é ser forte, poderoso e vitorioso; o julgamento de Deus revela que a verdadeira força reside na doação de si, na capacidade de amar até o fim e no sacrifício por um bem maior”, destacou o Custódio.

Na cruz, a vitória do amor incondicional

Enquanto o mundo enxerga a cruz como derrota, humilhação ou loucura, o olhar de Deus proclama que é precisamente ali que a verdadeira sabedoria se manifesta. Segundo o sacerdote, a ressurreição é a prova de que o amor que se doa incondicionalmente é o verdadeiro vencedor.

A Páscoa – tempo em que “a vida triunfa sobre a morte, a luz sobre as trevas e o amor sobre o ódio” – é um convite à coragem. Ielpo enfatiza que é preciso crer “que renunciar à violência não é fraqueza, que perdoar não é uma derrota e que a morte não é o fim”.

O frei concluiu sua mensagem desejando uma Páscoa de autêntica esperança, capaz de renovar os corações e sustentar a caminhada diária dos fiéis, especialmente daqueles que sofrem. “Cristo ressuscitou: esta é a nossa certeza, esta é a nossa paz”, finalizou.

Fonte: Vaticannews

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Terra Santa: Cardeal Pizzaballa e Pe. Ielpo são impedidos de entrar no Santo Sepulcro https://comissariadoterrasanta.com.br/blog/terra-santa-cardeal-pizzaballa-e-pe-ielpo-sao-impedidos-de-entrar-no-santo-sepulcro/ Sun, 29 Mar 2026 14:25:30 +0000 https://comissariadoterrasanta.com.br/?p=916 A parte interna da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, abriga os locais mais sagrados do Cristianismo: o Gólgota (local da crucificação) e a Edícula, que contém o túmulo vazio de Jesus.  Em um comunicado conjunto, o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa denunciam que a polícia israelense impediu o Patriarca Pierbatista Pizzaballa e o […]

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A parte interna da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, abriga os locais mais sagrados do Cristianismo: o Gólgota (local da crucificação) e a Edícula, que contém o túmulo vazio de Jesus. 

Em um comunicado conjunto, o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa denunciam que a polícia israelense impediu o Patriarca Pierbatista Pizzaballa e o Custócio Pe. Francesco Ielpo de entrar na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para celebrar a missa do Domingo de Ramos. “A primeira vez em séculos: medida grave e irracional, um afastamento dos princípios da liberdade de culto e do respeito ao status quo”. À tarde está prevista uma oração pela paz no Monte das Oliveiras.

Na manhã deste Domingo de Ramos, 29 de março, a polícia israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, juntamente com o Custódio da Terra Santa, Pe. Francesco Ielpo, de entrar na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, enquanto se dirigiam para celebrar a missa do Domingo de Ramos.

Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém | Imagem: Vaticannews

Medida irracional e desproporcional


A informação foi divulgada em um comunicado conjunto pelo Patriarcado Latino e pela Custódia da Terra Santa. Impedir a entrada daqueles que “ocupam as mais altas responsabilidades eclesiásticas pela Igreja Católica e pelos Lugares Santos”, denunciam, constitui “uma medida claramente irracional e gravemente desproporcional”. Uma decisão considerada “precipitada e fundamentalmente errada, viciada por considerações impróprias”, que “representa um grave afastamento dos princípios fundamentais de razoabilidade, liberdade de culto e respeito pelo Status Quo”.

Padre Francesco Ielpo | Foto: Arquivo Canção Nova

O primeiro impedimento desse tipo em séculos


Pizzaballa e Ielpo, explica-se, foram detidos ao longo do trajeto, “enquanto seguiam de forma privada e sem qualquer característica de procissão ou ato cerimonial”. Foram, portanto, obrigados a voltar atrás. É “a primeira vez em séculos” que aos líderes da Igreja é “impedido celebrar a Missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro”.

Trata-se — segundo as palavras contundentes do comunicado — de “um grave precedente” que ignora “a sensibilidade de bilhões de pessoas em todo o mundo que, durante esta semana, têm os olhos voltados para Jerusalém”.

O comunicado destaca, ainda, que, durante todo esse tempo, os líderes das Igrejas sempre respeitaram as prescrições das autoridades e as restrições impostas devido ao conflito, agindo “com plena responsabilidade”. “Os encontros públicos foram cancelados, a participação foi proibida e foram tomadas medidas para transmitir as celebrações a centenas de milhões de fiéis em todo o mundo, que, nestes dias de Páscoa, voltam o olhar para Jerusalém e para a Basílica do Santo Sepulcro”.

Portanto, o Patriarca Latino Pizzaballa e o Custódio da Terra Santa Ielpo “expressam seu profundo pesar aos fiéis cristãos na Terra Santa e em todo o mundo pelo fato de que a oração em um dos dias mais sagrados do calendário cristão tenha sido assim impedida”.

Uma oração pela paz do Monte das Oliveiras


Neste domingo (29/03), por ocasião da solenidade do Domingo de Ramos, conforme divulgado em um comunicado anterior do Patriarcado, está previsto que o cardeal Pizzaballa, Patriarca de Jerusalém dos Latinos, conduza um momento de oração pela paz no Santuário do Dominus Flevit, no Monte das Oliveiras, em Jerusalém. Ao final, o cardeal concederá a bênção sobre a Cidade Santa.

O mesmo comunicado esclarece ainda que, devido às restrições impostas pela guerra no Oriente Médio, não será permitida a presença da imprensa, mas a cobertura será assegurada por profissionais da agência de notícias Reuters.


O cancelamento da procissão do Domingo de Ramos


Pelas mesmas razões relacionadas ao conflito, já havia sido decidido, nos últimos dias, o cancelamento da tradicional procissão do Domingo de Ramos a partir do Monte das Oliveiras, em Jerusalém.

Na ocasião, em um comunicado publicado no site do Patriarcado, o cardeal destacava como “à dureza deste tempo de guerra, que envolve a todos, soma-se hoje também a de não podermos celebrar dignamente e juntos a Páscoa. Uma ferida” que se soma “a tantas outras infligidas pelo conflito”, e que, no entanto, não pode impedir a oração. Pois, concluía o comunicado, “nenhuma escuridão, nem mesmo a da guerra, pode ter a última palavra”.

Fonte Vaticannews

A íntegra do Comunicado

Comunicado de imprensa conjunto – O Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa

Cidade Santa de Jerusalém
Domingo de Ramos, 29 de março de 2026

Esta manhã, a polícia israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém, Sua Beatitude o Cardeal Pierbattista Pizzaballa, chefe da Igreja Católica na Terra Santa, juntamente com o Custódio da Terra Santa, o Reverendíssimo Padre Francesco Ielpo, OFM, guardião oficial da Igreja do Santo Sepulcro, de entrarem na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, quando se dirigiam para celebrar a Missa do Domingo de Ramos.

Os dois foram detidos no meio do caminho, enquanto seguiam em caráter privado e sem quaisquer características de uma procissão ou ato cerimonial, e foram obrigados a retornar. Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os chefes da Igreja foram impedidos de celebrar a Missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro.

Este incidente constitui um precedente grave e desrespeita a sensibilidade de bilhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam seus olhares para Jerusalém.

Os chefes das Igrejas agiram com total responsabilidade e, desde o início da guerra, cumpriram todas as restrições impostas: as reuniões públicas foram canceladas, a presença foi proibida e foram tomadas providências para transmitir as celebrações a centenas de milhões de fiéis em todo o mundo, que, durante estes dias da Páscoa, voltam os seus olhares para Jerusalém e para a Igreja do Santo Sepulcro.

Impedir a entrada do Cardeal e do Custódio, que detêm a mais alta responsabilidade eclesiástica pela Igreja Católica e pelos Lugares Santos, constitui uma medida manifestamente descabida e grosseiramente desproporcional.

Essa decisão precipitada e fundamentalmente falha, contaminada por considerações impróprias, representa um afastamento extremo dos princípios básicos da razoabilidade, da liberdade de culto e do respeito ao status quo.

O Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa expressam seu profundo pesar aos fiéis cristãos na Terra Santa e em todo o mundo pelo fato de a oração em um dos dias mais sagrados do calendário cristão ter sido impedida dessa forma.

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Páscoa em Jerusalém: se a guerra estraga a festa https://comissariadoterrasanta.com.br/blog/pascoa-em-jerusalem-se-a-guerra-estraga-a-festa/ Tue, 24 Mar 2026 13:31:46 +0000 https://comissariadoterrasanta.com.br/?p=912 Enquanto os céus do Oriente Médio são riscados por mísseis e bombas, devido à guerra desencadeada contra o Irã por Estados Unidos e Israel, os ritos da Semana Santa em Jerusalém sofrerão as consequências. O comunicado é do patriarca Pizzaballa, que propõe um Rosário pela paz no dia 28 de março. Na Terra Santa, vive-se […]

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Enquanto os céus do Oriente Médio são riscados por mísseis e bombas, devido à guerra desencadeada contra o Irã por Estados Unidos e Israel, os ritos da Semana Santa em Jerusalém sofrerão as consequências. O comunicado é do patriarca Pizzaballa, que propõe um Rosário pela paz no dia 28 de março.

Na Terra Santa, vive-se um dia de cada vez, diante da impossibilidade de saber até quando durará a guerra que Israel e os Estados Unidos decidiram fazer eclodir no último dia 28 de fevereiro. A população israelense está com os nervos tensos e os ouvidos atentos às sirenes e às mensagens de alerta enviadas aos celulares pela defesa civil. Estão prontos para correr em direção aos abrigos antiaéreos, onde for possível. Nem todos têm um à disposição em seu próprio prédio ou nas proximidades imediatas. A cidade velha de Jerusalém é totalmente desprovida deles, assim como muitos municípios de maioria árabe. Sem falar nos Territórios Palestinos da Cisjordânia: sem sirenes, sem alarmes telefônicos, sem abrigos. Em teoria, os palestinos não teriam o que temer do Irã, mas, uma vez lançados, os mísseis nem sempre atingem seus alvos. Muitos são destruídos em pleno voo, caindo ao solo em grandes fragmentos, ou saem da rota, caindo onde não deveriam.

As forças de ordem palestinas contaram 198 destroços de foguetes que caíram no solo até 21 de março. Houve cinco mortos, quatro dos quais nos arredores de Hebron. Entre as vítimas em Israel, figuram vários trabalhadores estrangeiros: filipinos, tailandeses e chineses (estes últimos surpreendidos nos canteiros de obras onde trabalhavam como pedreiros).

Para salvaguardar ao máximo a segurança dos habitantes, as autoridades israelenses proíbem aglomerações de mais de 50 pessoas em boa parte do território. Não é permitido permanecer em oração no Muro Ocidental, e a Esplanada das Mesquitas permaneceu fechada inclusive durante a festa muçulmana de Eid al-Fitr (sexta-feira, 20 de março), que encerrou o jejum do mês do Ramadã.

No telhado do Patriarcado Ortodoxo Grego em Jerusalém, um fragmento de um projétil iraniano era leve demais para penetrar o telhado. (Foto da Polícia Israelense)

Atualizações passo a passo

Neste contexto, chega a comunicação do Patriarcado Latino de Jerusalém – datada de 22 de março – a respeito dos ritos que habitualmente encerram a Quaresma e introduzem a Páscoa.

“As restrições impostas pelo conflito e os eventos dos últimos dias – escreve o cardeal Pierbattista Pizzaballa – não deixam prever uma melhora iminente. Em constante diálogo com as autoridades competentes, junto às outras Igrejas cristãs, estamos avaliando como será possível, nas formas a serem acordadas, celebrar o mistério central da nossa salvação no coração das nossas Igrejas. A situação permanece em contínua evolução e não é possível fornecer indicações definitivas para os dias vindouros; seremos, portanto, forçados a uma coordenação dia após dia”.

Cancelada a festiva procissão de Ramos

Desde já, está claro que não poderão ocorrer celebrações ordinárias abertas a todos. Foi, portanto, anulada a tradicional e festiva procissão da tarde do Domingo de Ramos, que parte do Monte das Oliveiras e segue até a Porta dos Leões (ou de Santo Estêvão) e à igreja de Sant’Ana, na cidade velha. “Será substituída por um momento de oração pela cidade de Jerusalém, em local a ser definido”.

A Missa do Crisma – que cada bispo celebra com seu clero, habitualmente na manhã da Quinta-feira Santa – “foi adiada para uma data a ser definida, assim que a situação permitir, possivelmente dentro do tempo pascal. O Dicastério para o Culto Divino já concedeu o assentimento necessário”, comunica o patriarca.

Nas paróquias localizadas nos territórios da diocese ameaçados pelos eventos bélicos, as igrejas permanecem abertas. “Párocos e sacerdotes – dispõe o cardeal Pizzaballa –, nas formas e modalidades possíveis, favorecerão a oração e a participação dos fiéis nas celebrações pascais”.

“Rezem em família e nas comunidades” – Nestes momentos em que se torna mais difícil a reunião para assembleias litúrgicas, será necessário suprir com a oração em família ou no seio das diversas comunidades. “Sei que já se reza em todos os lugares, e me consola ver o empenho em manter viva a tensão espiritual”, observa o patriarca latino, “contudo, sinto a necessidade de propor uma jornada particular em que, embora permanecendo cada um em seus próprios locais, nos sintamos idealmente unidos na oração para encontrar conforto. (…) Convido-os, portanto, a unir-se em oração no próximo sábado, 28 de março, recitando o Rosário para implorar o dom da paz e da serenidade, especialmente por aqueles que sofrem por causa do conflito”.

A esse respeito, o site do Patriarcado Latino disponibiliza um roteiro para a recitação comum do rosário preparado por frei Francesco Patton, ex-Custódio da Terra Santa. Os cristãos das Igrejas do Ocidente (católicos de rito romano, evangélicos e protestantes) serão os primeiros a celebrar a Páscoa, em 5 de abril, precedidos apenas pelos judeus, para quem o primeiro dia de Pessach é 2 de abril. As Igrejas do Oriente celebram em 12 de abril. Habitualmente muito frequentada por fiéis e peregrinos, a cerimônia do Fogo Santo lota a basílica do Santo Sepulcro e seu adro na tarde do Sábado Santo (11 de abril). Se não houver um cessate-fogo em poucos dias, é difícil que, nessas circunstâncias, aglomerações numerosas sejam autorizadas, tanto aos pés da Esplanada das Mesquitas, para os judeus, quanto no Santo Sepulcro, para os cristãos.

No Santo Sepulcro, a oração não para

Enquanto isso, dentro da basílica, a vida litúrgica e de oração das comunidades religiosas e monásticas prossegue sem alterações. Um comunicado da Custódia da Terra Santa, emitido em 21 de março, assegura que “a comunidade dos frades franciscanos presente no Santo Sepulcro nunca deixou, nem de dia nem de noite, de realizar as celebrações previstas, os ritos, as procissões diárias e as orações litúrgicas de acordo com o estabelecido pelo Status Quo“.

“Mesmo nestes dias – especifica o comunicado –, apesar de o acesso à Basílica estar impedido aos fiéis por motivos de segurança, a oração continua ininterruptamente nos Lugares Santos. Nossa presença secular nos Lugares da Redenção e a oração que ali se eleva todos os dias são em nome de toda a Igreja e pelo bem de toda a humanidade. Em momentos particularmente dramáticos como os que estamos vivendo, ela deseja tornar presente a fé, a esperança e a súplica de cada batizado, para que, precisamente destes Lugares Santos, continue a elevar-se uma prece pela paz e pela reconciliação entre os povos”.

Fonte: https://www.terrasanta.net

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Jerusalém: Peregrinações Quaresmais reafirmam a fé em tempos de conflito https://comissariadoterrasanta.com.br/blog/jerusalem-peregrinacoes-quaresmais-reafirmam-a-fe-em-tempos-de-conflito/ Tue, 24 Mar 2026 13:18:24 +0000 https://comissariadoterrasanta.com.br/?p=908 As celebrações de preparação para a Páscoa na Terra Santa continuam a decorrer, embora marcadas pelas limitações impostas pela guerra. Recentemente, dois momentos centrais uniram a comunidade cristã em oração e memória bíblica.

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As celebrações de preparação para a Páscoa na Terra Santa continuam a decorrer, embora marcadas pelas limitações impostas pela guerra. Recentemente, dois momentos centrais uniram a comunidade cristã em oração e memória bíblica.

Solenidade de São José – Em Nazaré, Frei Francesco Ielpo presidiu à Eucaristia na “Igreja da Nutrição”. O Custódio enfatizou a importância da obediência silenciosa de José e renovou o convite bíblico “Não temas”, aplicando-o ao atual contexto de medo e dor vivido na região.

Peregrinação a Betânia – Na sexta-feira, dia 20, os franciscanos cumpriram a tradicional visita ao Túmulo de Lázaro e aos santuários do Monte das Oliveiras. A celebração, presidida por Frei Alberto Joan Pari e Frei Piermarco Luciano, sublinhou a mensagem de ressurreição e vida.

A logística das celebrações evidencia a fragmentação do território: o grupo teve de atravessar pontos de controlo e contornar o muro de separação para completar o itinerário entre Betânia e Jerusalém, um percurso que simboliza as atuais dificuldades da “Igreja das pedras vivas”.

Fonte: Custódia Terra Santa

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Jubileu Franciscano na Terra Santa: Um sinal de esperança em meio à guerra https://comissariadoterrasanta.com.br/blog/jubileu-franciscano-na-terra-santa-um-sinal-de-esperanca-em-meio-a-guerra/ Tue, 24 Mar 2026 12:53:38 +0000 https://comissariadoterrasanta.com.br/?p=902 A Custódia da Terra Santa celebrou, na passada segunda-feira, 23 de março, a abertura oficial do Jubileu Franciscano. Num contexto marcado pela sobriedade e pelos desafios da guerra, a cerimónia decorreu na Igreja de São Salvador, em Jerusalém, reafirmando a presença cristã numa região profundamente ferida.

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JERUSALÉM – A Custódia da Terra Santa celebrou, na segunda-feira, 23 de março, a abertura oficial do Jubileu Franciscano. Num contexto marcado pela sobriedade e pelos desafios da guerra, a cerimónia decorreu na Igreja de São Salvador, em Jerusalém, reafirmando a presença cristã numa região profundamente ferida.

Devido às rigorosas normas de segurança, o programa original – que previa uma procissão solene do Monte das Oliveiras até ao Getsémani – foi reduzido. A impossibilidade de deslocação impediu também a presença física dos Ministros Gerais das Ordens Franciscanas vindos de Roma, mas a data foi mantida como um gesto de resiliência espiritual.

Mensagens de comunhão – Através de uma mensagem em vídeo, o Ministro Geral dos Frades Menores, Frei Massimo Fusarelli, expressou a sua proximidade aos frades que permanecem no terreno sem ceder à “lógica da violência”. Já o Custódio da Terra Santa, Frei Francesco Ielpo, sublinhou na sua mensagem que, embora o conflito tenha perturbado as atividades pastorais e educativas, este centenário dos 800 anos do trânsito de São Francisco é uma oportunidade para ler o presente com “os olhos da fé”.

Presenças Institucionais – A celebração contou com figuras de relevo da Igreja local, nomeadamente o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o novo Núncio Apostólico, Mons. Giorgio Lingua. Participaram ainda delegações dos Frades Capuchinhos e Conventuais, simbolizando a unidade da Família Franciscana.

Para os organizadores, a decisão de não adiar o Jubileu foi um convite a viver a espiritualidade nas condições concretas do presente. Frei Alberto Pari, responsável pelo relato, descreveu a celebração como um “anúncio silencioso do Evangelho” numa igreja sem fiéis, mas repleta de fé.

Fonte: Custodia da Terra Santa

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Belém: Igrejas anunciam restauração da Gruta da Natividade https://comissariadoterrasanta.com.br/blog/belem-igrejas-anunciam-restauracao-da-gruta-da-natividade/ Mon, 26 Jan 2026 14:44:19 +0000 https://comissariadoterrasanta.com.br/?p=893 É finalmente oficial: as igrejas que guardam a Basílica da Natividade confirmaram o início iminente das obras de restauração da gruta onde a tradição situa o nascimento de Jesus. Por Marie-Armelle Beaulieu É finalmente oficial: as igrejas que guardam a Basílica da Natividade confirmaram o início iminente das obras de restauração da gruta onde a […]

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É finalmente oficial: as igrejas que guardam a Basílica da Natividade confirmaram o início iminente das obras de restauração da gruta onde a tradição situa o nascimento de Jesus.

Por Marie-Armelle Beaulieu

É finalmente oficial: as igrejas que guardam a Basílica da Natividade confirmaram o início iminente das obras de restauração da gruta onde a tradição situa o nascimento de Jesus.

O Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa anunciam o início iminente das obras de restauração da Gruta da Natividade, um local sagrado reverenciado em toda a cristandade como o local da Encarnação.

Com essas palavras, as Igrejas responsáveis ​​pela Basílica da Natividade anunciaram oficialmente, em um comunicado conjunto em 23 de janeiro de 2026, o início das obras de restauração da Gruta da Natividade em Belém.

O projeto, especificam, será realizado “sob os auspícios da Presidência do Estado da Palestina”, em conformidade com um decreto presidencial de 2024 e no âmbito do Status Quo dos Lugares Santos.

Este anúncio oficial já era esperado, visto que Mahmoud Abbas já o havia insinuado antes do Natal, durante um discurso em Roma. O presidente da Autoridade Nacional Palestina está diretamente envolvido, uma vez que a Igreja da Natividade faz parte de um sítio inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 2012, a primeira inscrição apresentada pela Palestina desde a sua admissão na UNESCO em 2011.

O sacristão, Frei Ananiasz Jaskólski, remove os panos com o emblema franciscano que adornam a entrada do presépio. (foto Francesco Guaraldi/CTS)

No terreno, a obra já teve uma consequência claramente visível: o desmantelamento de cortinas, tecidos e elementos decorativos, realizado por cada comunidade de acordo com seus próprios direitos e costumes. Essa remoção gradual revela a gruta em um estado quase nu, já que o espaço geralmente é preenchido com tecidos, lâmpadas, ornamentos e dispositivos de proteção. A “gruta” mais visitada da cristandade revela-se repentinamente em sua crueza material: um espaço estreito, escuro e desgastado, marcado pelo tempo.

O comunicado de imprensa destaca o quadro de cooperação: a iniciativa é liderada pelos ortodoxos gregos e pelos franciscanos, com a “colaboração fraterna” do Patriarcado Apostólico Armênio. Especifica ainda que a empresa responsável pelo projeto é a italiana Piacenti S.p.A., também responsável pela recente e extensa restauração da basílica. Isso deverá garantir a continuidade de métodos e conhecimentos técnicos.

Em 23 de janeiro de 2026, as decorações da caverna começaram a ser removidas, revelando-a em um estado incomum de desnudamento. (Foto de Francesco Guaraldi/CTS)

O que precisa ser restaurado

Os motivos da restauração são óbvios para qualquer pessoa familiarizada com a gruta. Ela é negra, coberta de fuligem das lamparinas de óleo que ali arderam continuamente durante séculos e de incêndios, um dos quais, em maio de 2014 , enegreceu as tapeçarias e as decorações de madeira. Soma-se a isso o desgaste extremo de um pequeno espaço, aproximadamente retangular (12,30 x 3,50 metros), percorrido por milhões de peregrinos. A observação do local permite avaliar a provável natureza da obra.

Primeiro, o teto: deve ser completamente limpo para remover as camadas de fuligem, além de inspecionar a estabilidade da rocha e da alvenaria onde houver rachaduras visíveis. Se a abóbada recuperar uma tonalidade mais clara, o efeito será imediato: uma caverna com aparência um pouco menos escura e menos deteriorada.

Além disso, o piso de mármore: pode datar do século VI. É mais fácil de entender que, apesar de sua espessura, agora apresenta sinais de desgaste, como um buraco no local onde repousavam as pontas dos sapatos dos peregrinos ajoelhados diante da estrela de 14 pontas.

O piso de mármore está rachado, remendado e perfurado, com algumas partes faltando. (Foto: Nadim Asfour/CTS)

As duas escadarias de acesso — a de entrada e a de saída — também precisarão ser reconstruídas, tanto por razões de conservação quanto de segurança. O comunicado de imprensa menciona ainda “obras de reforço técnico em seções adjacentes”. Isso significa que a obra não se limitará estritamente às poucas dezenas de metros quadrados da própria caverna, mas se estenderá às áreas de conexão, sustentação e circulação.

O que acontecerá com a tapeçaria à prova de fogo, doada em 1874 pelo então presidente francês Patrice de Mac Mahon, que agora parece pálida, mais ameaçadora do que protetora?

Com base no trabalho realizado durante a restauração da parte superior da basílica, o projeto poderia ter como objetivo restaurar sem transformar, preservar sem alterar um espaço museológico, um local destinado ao público e também um espaço de culto vivo.

O projeto também deve incluir elementos litúrgicos: os altares da Natividade e da manjedoura também precisam ser consolidados e limpos.

Também podemos esperar que a empresa Piacenti documente a morfologia antiga do local para melhor compreender o acesso original à gruta antes das grandes e subsequentes renovações da basílica.

Em dezembro passado, alguns artigos sobre o anúncio previsto das obras mencionaram que elas poderiam levar quatro anos. Agora, sabe-se que será “bem menos”. Mesmo assim, as autoridades da igreja garantem que pretendem manter o acesso ao local sagrado o máximo possível. O projeto, como se pode ver na basílica superior, poderá isolar áreas subsequentes e priorizar trabalhos noturnos.

Um sítio documentado desde os tempos mais remotos.

A Gruta da Natividade é um lugar repleto de história. Isso explica a cautela das igrejas que compartilham a propriedade e o uso do local ao formalizar quaisquer acordos.

Quanto à historicidade do local, os Evangelhos são concisos: Mateus situa o nascimento “em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes”, enquanto Lucas menciona a manjedoura porque não havia lugar para eles na hospedaria. A ligação explícita com uma gruta não é mencionada, mas a tradição enraizou-se muito cedo.

No século II, Justino Mártir afirma que José e Maria ocuparam “uma gruta muito perto de Belém” e que Maria deu à luz Jesus ali. Por volta do século III, Orígenes escreveu que a veneração associada ao local estava tão arraigada que até mesmo os não cristãos “da região” conheciam a gruta e a manjedoura exposta aos visitantes. A memória de Belém, portanto, não é uma construção recente: suas raízes remontam a uma geografia de peregrinação muito antiga.

O local também sofreu períodos de profanação e reconquista. São Jerônimo, que se estabeleceu em Belém em 384, descreve um lugar que outrora fora obscurecido e teve sua função alterada sob o imperador Adriano, sendo posteriormente restaurado como um santuário de oração. Ele menciona um pequeno espaço e os fiéis que oravam nas cavidades próximas. Isso é crucial: a Gruta da Natividade não pode ser compreendida isoladamente, mas sim como o núcleo de uma rede de cavernas e antigas cisternas que se estendem sob e ao redor do complexo.

A própria basílica rapidamente se tornou um local monumental. Relatos antigos situam a gruta sob a igreja de Constantino; a basílica foi consagrada em 339. Incendiada e depois destruída em 529, foi reconstruída nos anos seguintes pelo imperador Justiniano, que lhe deu a forma atual.

A circulação interna evoluiu um pouco mais tarde: de uma única entrada antiga, entre os séculos VI e IX — período sugerido por relatos de peregrinos — foram adicionadas duas escadarias para facilitar o fluxo de pessoas. A gruta assumiu, assim, sua forma atual: um espaço retangular, estruturado por seus pontos litúrgicos e integrado à arquitetura superior.

É precisamente essa continuidade — século II, século IV, século VI, as Cruzadas, incêndios, terremotos, restaurações parciais — que confere significado ao projeto atual: não estamos intervindo em mera decoração, mas em um lugar onde cada camada material é também uma camada de história. Se a gruta parece desprovida de detalhes hoje, talvez essa seja a melhor imagem do que está em jogo: encontrar um equilíbrio entre conservação, segurança e fidelidade a um lugar que perdurou por quase dois milênios e ainda proclama o nascimento de um Deus feito homem para a salvação do mundo.

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Terra Santa, um quinto Evangelho que começa na Jordânia https://comissariadoterrasanta.com.br/blog/terra-santa-um-quinto-evangelho-que-comeca-na-jordania/ Mon, 26 Jan 2026 14:24:23 +0000 https://comissariadoterrasanta.com.br/?p=887 O país foi testemunha de inúmeros episódios bíblicos: do êxodo liderado por Moisés ao batismo de Jesus. A presença cristã tem origens antiquíssimas Por Andrea Tornielli Quando se pensa na Terra Santa, quando se fala de Terra Santa, é natural referir-se aos lugares históricos da vida de Jesus na Palestina e em Israel: Belém, Nazaré, […]

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O país foi testemunha de inúmeros episódios bíblicos: do êxodo liderado por Moisés ao batismo de Jesus. A presença cristã tem origens antiquíssimas

Por Andrea Tornielli

Quando se pensa na Terra Santa, quando se fala de Terra Santa, é natural referir-se aos lugares históricos da vida de Jesus na Palestina e em Israel: Belém, Nazaré, Cafarnaum, Jerusalém… Mas existe um outro país onde as memórias cristãs estão disseminadas e que vale a pena como destino de peregrinações: a Jordânia. É a terra atravessada pelo povo hebreu liderado por Moisés rumo ao lugar da promessa, onde ocorreram diversos episódios bíblicos e também evangélicos. É a terra de onde Moisés, antes de morrer, pôde ver a terra de Canaã. É a terra onde Jesus foi batizado por João Batista, onde o Nazareno encontrou seus primeiros apóstolos, André e Pedro, e onde curou e realizou milagres. Em um contexto difícil — basta lembrar os países com os quais faz fronteira, ou seja, Síria, Iraque, Arábia Saudita, Israel e Palestina — a Jordânia se destaca por sua estabilidade e pela convivência pacífica das diversas tradições religiosas. Os cristãos são uma minoria, 4% da população, e sentem-se com plena cidadania no país: administram escolas e hospitais e, no que diz respeito aos católicos de rito latino, representam a parte mais expressiva da diocese liderada pelo patriarca latino de Jerusalém. Destino de viagens por seus resorts no Mar Morto e no Mar Vermelho e, sobretudo, pela extraordinária beleza de Petra — a antiga cidade nabateia escavada na rocha, patrimônio mundial da UNESCO desde 1985 —, a Jordânia busca agora valorizar cada vez mais suas memórias cristãs.

Aqaba e Petra

A igreja de Aqaba, do século III, é apresentada como o edifício construído intencionalmente para celebrações cristãs mais antigo do mundo. A igreja foi descoberta por arqueólogos em 1998. É provável que sua localização periférica dentro do Império Romano a tenha salvado da destruição durante a Grande Perseguição, que eclodiu poucos anos após a construção da igreja, em 303, com o edito do imperador Diocleciano. Suas ruínas foram descobertas na cidade costeira jordaniana banhada pelo Mar Vermelho em junho de 1998 por um grupo de arqueólogos. Ficou imediatamente evidente a singularidade da igreja por seu estilo arquitetônico, que questionava a percepção difundida entre os historiadores de que os primeiros edifícios de culto cristãos na Jordânia remontariam ao final do século IV. Quem escreve fez parte de um grupo de visitantes aos quais foi permitido, em uma tarde ensolarada de domingo, celebrar a Missa entre aquelas ruínas, que são protegidas por uma cobertura aberta nas laterais, no centro de uma praça: o fato de que aos cristãos seja permitido celebrar o culto tão publicamente atesta a vocação de um país de grande maioria muçulmana onde as diferentes crenças convivem. A extraordinária cidade de Petra também preserva memórias cristãs, em particular uma igreja bizantina com mosaicos que remontam aos séculos V-VI, que exibem cenas de vida e da natureza e mostram a transição das decorações pagãs para os motivos cristãos. Ela é dotada de um dos maiores batistérios da antiguidade, adaptado de uma cisterna preexistente. Uma basílica capela adjacente é chamada também de “igreja azul” por causa do granito azul de origem egípcia. Ela foi construída sobre um anterior edifício de culto nabateu e, posteriormente, destruída por incêndios e terremotos.

Monte Nebo

É um cume de grande beleza, com um panorama único na região. Daqui se pode admirar o Mar Morto e o deserto da Judeia, o vale do Jordão e as montanhas da Judeia e Samaria. Quando o céu está límpido, é possível distinguir Jerusalém e a estrada que conduz à Cidade Santa. Deve-se à Custódia da Terra Santa a descoberta e as escavações neste local, e em particular ao Frei Girolamo Mihaic, que em 1932 conseguiu adquirir o terreno. As escavações conduzidas nos anos Trinta e depois no início dos anos Sessenta — interrompidas devido a campanhas militares e então retomadas nos anos Setenta pelo padre Michele Piccirillo —, trouxeram à luz um patrimônio único. Sobre este lugar falam tanto a monja peregrina Egéria, pioneira da Terra Santa no final do século IV, quanto Pedro Ibérico, futuro bispo monofisista de Gaza. As escavações revelaram tesouros, em particular mosaicos bizantinos preservados em sua totalidade. Portanto, hoje é possível distinguir tanto os restos da primeira basílica, datada de 430 d.C., quanto os ambientes monásticos construídos nos anos seguintes; a nova e grandiosa basílica do ano 500, que termina em uma construção com três absides; um antigo batistério; e, por fim, a basílica do século VI e a capela da Theotokos. Ao longo dos séculos, as estruturas estiveram sujeitas a desabamentos provocados por terremotos. Desde 2016, os peregrinos são acolhidos na basílica reconstruída de modo inteligente com o uso de madeira, que permite distinguir imediatamente tudo o que é antigo sem que o moderno o sobreponha.

Maqueronte

Neste monte existia uma fortaleza hasmoneia mandada construir no ano 90 a.C. pelo rei Alexandre Janeu. O posto militar foi destruído pelos romanos e, no ano 30 a.C., Herodes, o Grande, iniciou a construção de um palácio-fortaleza para passar o inverno. Daqui também se desfruta de um panorama único. As ruínas encontradas revelam um palácio que adentrava no ventre da montanha e era cercado por um vilarejo construído para os servos. Deste lugar, Herodes, o Grande, costumava partir para tratar-se no Mar Morto. Segundo a tradição, entre estes muros João Batista foi mantido prisioneiro e aqui Herodes Antipas consentiu ao desejo de Salomé, mandando decapitá-lo. A fortaleza foi destruída pelo rei Aretas IV no ano 37 e definitivamente colocada abaixo pelos romanos no ano 71.

Batismo de Jesus

O lugar evangélico mais significativo é certamente aquele onde ocorreu o batismo de Jesus, a “Betânia além do Jordão” citada no Evangelho de João, conhecida nos primeiros séculos da era cristã como Betabara e, hoje, Al-Maghtas, que em árabe significa “batismo” ou “imersão”. O local também aparece no famoso mapa de Madaba (outro dos lugares para se visitar na Jordânia), feito em mosaico no século VI. Importantes testemunhos arqueológicos confirmam esse fato. Entre o final do século V e o início do século VI, o imperador bizantino Anastácio I Dicoro mandou construir o primeiro templo dedicado a João Batista. A construção é descrita pelos peregrinos da época. Posteriormente, foi construída ali a Basílica da Santíssima Trindade, uma igreja de pelo menos 27 metros de comprimento e mais de 15 metros de largura. Ao redor, as escavações trouxeram à luz grutas de eremitas, capelas, mosaicos, pavimentos de mármore e um grande batistério em forma de cruz. Pouco distante, surgiram também restos ligados à memória do profeta Elias. Em 2015, a área tornou-se patrimônio mundial da UNESCO. Também neste caso, chama a atenção a escolha de querer preservar o local sem qualquer intervenção invasiva, como explica o diretor do sítio do Batismo, Rustom Mkhjian: apenas estruturas leves de madeira cobrem alguns dos locais.

Cardeal Pizzaballa: um oitavo Sacramento

“A Terra Santa – afirma o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém – é um quinto Evangelho. Gosto também de defini-la como uma espécie de oitavo sacramento, porque permite vivenciar um encontro com Jesus, fisicamente, que se pode tocar. Todos podem ser perfeitamente cristãos sem ir à Terra Santa, mas se alguém visita a Terra Santa, a fé cristã torna-se mais forte e mais concreta…”. Da Jordânia, o cardeal faz este apelo para intensificar as peregrinações. Um convite para tocar com as próprias mãos as pedras que testemunham a vida de Jesus e para encontrar as “pedras vivas” representadas pelas comunidades cristãs de hoje: “Encorajo todos a virem à Terra Santa para viver esta maravilhosa experiência de encontro com Jesus Cristo e sua humanidade”.

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Vaticano proclama Ano de São Francisco com concessão de Indulgência Plenária https://comissariadoterrasanta.com.br/blog/vaticano-proclama-ano-de-sao-francisco-com-concessao-de-indulgencia-plenaria/ Fri, 16 Jan 2026 12:33:33 +0000 https://comissariadoterrasanta.com.br/?p=882 O oitavo centenário de São Francisco contará com um Ano Jubilar de Indulgência Plenária; entre janeiro de 2026 e 2027, a Igreja propõe que os fiéis traduzam a esperança em gestos de caridade e paz. Por meio de um decreto emitido pelo Tribunal da Misericórdia nesta sexta-feira (16), a Igreja proclamou a abertura de um […]

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O oitavo centenário de São Francisco contará com um Ano Jubilar de Indulgência Plenária; entre janeiro de 2026 e 2027, a Igreja propõe que os fiéis traduzam a esperança em gestos de caridade e paz.

Por meio de um decreto emitido pelo Tribunal da Misericórdia nesta sexta-feira (16), a Igreja proclamou a abertura de um Ano Jubilar dedicado a São Francisco de Assis. A iniciativa celebra o oitavo centenário de sua morte e oferece aos devotos a graça da Indulgência Plenária, incentivando um tempo de renovação espiritual e caridade.

Decreto da Santa Sé por ocasião do oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis

“Guardai a memória de nosso pai e irmão Francisco, para louvor e glória daquele que o engrandeceu entre os homens e o glorificou diante dos anjos. Orai por ele, como antes ele nos pediu, e orai a ele para que Deus nos torne com ele partícipes de sua santa graça.¹”

Enquanto ainda são atuais e eficazes os frutos de graça do Jubileu Ordinário do ano de 2025, recém-concluído, no qual todos fomos exortados a nos tornarmos peregrinos desta esperança que não decepciona (cf. Rm 5,5), acrescenta-se agora a ele, como sua ideal continuação, uma nova ocasião de júbilo e de santificação: o oitavo centenário do feliz trânsito de São Francisco de Assis da vida terrena para a pátria celeste (3 de outubro de 1226).

Nestes últimos anos, outros importantes jubileus estiveram ligados à figura e às obras do Santo de Assis: o oitavo centenário da criação do primeiro Presépio em Greccio, da composição do Cântico das Criaturas, hino à beleza santa da criação, e o da impressão dos Sagrados Estigmas, ocorrida no Monte Alverne, quase um novo Calvário, dois anos antes de sua morte. O ano de 2026 marcará o ápice e o cumprimento de todas as celebrações precedentes: ele será, de fato, o Ano de São Francisco, e todos seremos chamados a nos tornar santos na contemporaneidade, seguindo o exemplo do Seráfico Pai.

Se é maravilhosamente verdadeiro que “não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens” (cf. At 4,12) além de Jesus Cristo, Redentor da humanidade, é igualmente extraordinariamente verdadeiro que, entre os séculos XII e XIII, em época de guerras ditas santas, relaxamento dos costumes e fervor religioso mal compreendido, “nasceu para o mundo um sol”² : Francisco, que, de filho de um rico comerciante, fez-se pobre e humilde, verdadeiro alter Christus na terra, oferecendo ao mundo exemplos tangíveis de vida evangélica e uma imagem real da perfeição cristã. O nosso tempo não é muito diferente daquele em que viveu Francisco, e é justamente à luz disso que seu ensinamento talvez seja hoje ainda mais válido e compreensível. Quando a caridade cristã enfraquece, a ignorância se espalha juntamente com os maus costumes e quem exalta a concórdia entre os povos o faz mais por egoísmo do que por sincero espírito cristão; quando o virtual prevalece sobre o real, dissensões e violências sociais fazem parte da vida cotidiana e a paz se torna a cada dia mais incerta e distante, que este Ano de São Francisco estimule todos nós, cada um segundo suas próprias possibilidades, a imitar o Pobrezinho de Assis, a nos formar, tanto quanto possível, segundo o modelo de Cristo, e a não tornar vãos os propósitos do Ano Santo recém-concluído: que a esperança que nos viu peregrinos se transforme agora em zelo e fervor de caridade concreta.

“E nisto quero reconhecer se tu amas o Senhor e a mim, servo dele e teu, se fizeres isto: não haja no mundo irmão que pecar, o quanto puder pecar, que, após ter visto os teus olhos, nunca se afaste sem a tua misericórdia, caso buscar misericórdia³ .”

Com essas extraordinárias palavras, relatadas na famosa Epistola ad quendam ministrum, São Francisco não apenas dispensa consolação e conselhos a um confrade anônimo, mas sobretudo delineia e sublinha o conceito fundamental da misericórdia, ao qual estão indissoluvelmente ligados os de perdão e de indulgência. E é justamente um perdão – o conhecido “Perdão de Assis” ou “Indulgência da Porciúncula” – que o Papa Honório III, por privilégio excepcional, concedeu diretamente a Francisco para aqueles que, tendo confessado e comungado, visitassem, no dia 2 de agosto, uma antiga igrejinha próxima a Assis, erguida 800 anos antes sobre uma “pequena porção de terra” (da qual deriva o nome Porciúncula).

Com o mesmo impulso generoso e com a mesma alegria com que o Santo, ao ver atendida sua súplica pelo Vigário de Cristo, irradiou sobre a multidão presente na consagração da Porciúncula ao anunciar a graça concedida, Sua Santidade o Papa Leão XIV, Ministro da nossa fé e da nossa alegria, estabelece que, de 10 de janeiro de 2026, em concomitância com o encerramento do Jubileu Ordinário, até 10 de janeiro de 2027, seja proclamado um Ano especial de São Francisco, no qual todo fiel cristão, à semelhança do Santo de Assis, torne-se ele mesmo modelo de santidade de vida e testemunha constante de paz.

Para um alcance mais perfeito das finalidades propostas, a Penitenciaria Apostólica, por meio do presente Decreto emitido em conformidade com a vontade do Sumo Pontífice, por ocasião do Ano de São Francisco concede a Indulgência plenária nas condições habituais (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Santo Padre), aplicável também em forma de sufrágio pelas almas do Purgatório:

1) aos membros:

  • da Família Franciscana da Primeira, da Segunda e da Terceira Ordem Regular e Secular;
  • dos Institutos de vida consagrada, das Sociedades de vida apostólica e das Associações públicas ou privadas de fiéis, masculinas e femininas, que observam a Regra de São Francisco ou que sejam inspiradas na sua espiritualidade ou que de qualquer forma perpetuem o carisma;

2) a todos os fiéis indistintamente

Que, com o ânimo desapegado do pecado, participarão ao Ano de São Francisco visitando em forma de peregrinação qualquer igreja conventual franciscana, ou lugar de culto em qualquer parte do mundo dedicado a São Francisco ou a ele ligado por qualquer motivo, e ali participarem devotamente dos ritos jubilares ou permanecerem por ao menos um período de tempo adequado em piedosas meditações, elevando a Deus orações para que, a exemplo de São Francisco, brotem nos corações sentimentos de caridade cristã para com o próximo e autênticos desejos de concórdia e de paz entre os povos, concluindo com o Pai- Nosso, o Credo e invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria, a São Francisco de Assis, a Santa Clara e a todos os Santos da Família Franciscana.

Os anciãos, os enfermos e aqueles que deles cuidam, bem como todos os que, por motivo grave, estejam impossibilitados de sair de casa, poderão igualmente alcançar a Indulgência Plenária, desde que haja o desapego de qualquer pecado e a intenção de cumprir, tão logo seja possível, as três condições habituais, se se unirem espiritualmente às celebrações jubilares do Ano de São Francisco, oferecendo a Deus Misericordioso as suas orações, as dores ou os sofrimentos da própria vida.

Para que tal oportunidade de alcançar a graça divina por meio do Poder das Chaves da Igreja se realize mais facilmente, esta Penitenciaria solicita firmemente a todos os sacerdotes, regulares e seculares, munidos das devidas faculdades, que se tornem disponíveis, com espírito pronto, generoso e misericordioso, para a celebração do Sacramento da Reconciliação.

O presente decreto é válido para o Ano de São Francisco. Não obstante qualquer disposição em contrário.

Dado em Roma, na sede da Penitenciaria Apostólica, aos 10 de janeiro de 2026, vésperada Festa do Batismo do Senhor.

Cardeal Angelo De Donatis
Penitencieiro-Mor

+Krzysztof Józef Nykiel
S.E.R. Mons. Krzysztof Józef Nykiel
Bispo tit. de Velia, Regente

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Passos de fé e pontes de paz: sacerdotes brasileiros realizam peregrinação espiritual na Terra Santa https://comissariadoterrasanta.com.br/blog/passos-de-fe-e-pontes-de-paz-sacerdotes-brasileiros-realizam-peregrinacao-espiritual-na-terra-santa/ Fri, 16 Jan 2026 12:13:43 +0000 https://comissariadoterrasanta.com.br/?p=879 JERUSALÉM – Em um gesto que une espiritualidade profunda e solidariedade diplomática, um grupo de sacerdotes brasileiros residentes em Roma trocou as salas de aula das universidades pontifícias pelas estradas da Terra Santa no início deste mês de janeiro. A iniciativa, promovida pela diretoria do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, levou 48 padres para uma experiência […]

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JERUSALÉM – Em um gesto que une espiritualidade profunda e solidariedade diplomática, um grupo de sacerdotes brasileiros residentes em Roma trocou as salas de aula das universidades pontifícias pelas estradas da Terra Santa no início deste mês de janeiro. A iniciativa, promovida pela diretoria do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, levou 48 padres para uma experiência definida não como turismo, mas como um “verdadeiro retiro” no lugar onde a história da salvação se fez carne.

Mais que turistas: peregrinos em busca de sentido
Para o grupo, composto por estudantes de diversas áreas como História da Igreja e Filosofia, a viagem teve um propósito claro: renovar o ministério sacerdotal. O reitor do Colégio, Mons. Valdir Cândido de Morais, destacou que a logística intensa da região – com visitas que se estendem do amanhecer ao anoitecer – é necessária para abraçar a riqueza do território.

“É uma graça voltarmos para Roma com essa convicção registrada na nossa mente e no nosso coração sacerdotal”, afirmou o Monsenhor, ressaltando o compromisso da instituição em oferecer momentos de vida comum e espiritualidade que auxiliem os padres durante o período de estudos na Europa.

Um olhar diferente sobre os lugares santos
A condução espiritual da peregrinação, liderada por Dom Bruno, propôs um desafio aos participantes: olhar para cada local sagrado com a profundidade de quem busca respostas existenciais.

O Pe. Isaias da Silva, estudante de História da Igreja na Universidade Gregoriana, enfatizou a diferença na abordagem: “Percorremos os lugares santos com um olhar diferente. A proposta era sair daqui sabendo quem é esse Jesus para nós”, explicou.

O mistério do sepulcro vazio
Um dos momentos mais marcantes da jornada ocorreu na Basílica do Santo Sepulcro. O Pe. Robson Caramano, mestrando em Filosofia, compartilhou a emoção de celebrar a missa diante da pedra que outrora fechava o túmulo de Cristo.

“O nosso ministério é uma joia preciosa, mas traz uma responsabilidade muito grande. Saber que Ele não está mais lá, porque caminha ao nosso lado, nos traz muita paz”, relatou o sacerdote. Ele ainda fez um apelo aos fiéis: “A Terra Santa deve estar no calendário de sonhos de todos. Estar aqui é renovar a fé para testemunhar a alegria do Cristo ressuscitado”.

Pontes de solidariedade
Além do aspecto religioso, a peregrinação, apoiada pela Obra Romana de Peregrinações, carregou uma forte mensagem social. Em um período de tensões na região, a presença de sacerdotes, religiosos e jornalistas serviu para manifestar proximidade e solidariedade com os povos locais.

Peregrinar, conforme o espírito deste grupo, significou, acima de tudo: Construir pontes de paz entre corações e culturas; Manifestar apoio às comunidades que habitam os lugares santos; Fortalecer a identidade sacerdotal para um serviço mais autêntico no Brasil.

Com informações de https://cmc-terrasanta.com

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